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Mercado inicia fase de adaptação, mas o consumidor não precisa se
preocupar: o processo será em várias etapas.
Os plugues e tomadas que costumamos ver vão mudar. Diferente
da situação atual, em que há um grande número de formatos
(redondo, chato, com dois ou três pinos ou orifícios), eles
serão padronizados em um único tipo. Com isso espera-se que
os usuários tenham mais segurança em relação às instalações
elétricas.
Esta transição será gradual e tem início com a adequação dos
fabricantes e importadores de plugues e tomadas à
padronização estabelecida pela norma. Elaborada pelo Comitê
Brasileiro de Eletricidade (da ABNT - Associação Brasileira
de Normas Técnicas), a NBR 14136 unifica as diversas versões
de plugues e tomadas existentes no mercado para dois modelos
básicos: bipolar (2P) e bipolar com
aterramento
(2P+T).
Segurança para o usuário
Choques elétricos acontecem com freqüência por pequenos
descuidos, já que o contato com as partes energizadas é
muito comum nos atuais formatos de plugues e tomadas. Ao
conectar um plugue na tomada, por exemplo, podemos encostar
os dedos no pino ou ainda colocar apenas um dos pinos,
deixando o outro exposto ao
contato.
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“Os novos desenhos são baseados em uma geometria em que não
há possibilidade de choques ou acidentes”, explica Fabián
Yaksic, gerente do departamento de Tecnologia e Política
Industrial da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e
Eletrônica (Abinee). Ele ressalta que a segurança para o
consumidor é um dos grandes benefícios trazidos pela norma.
Os plugues continuarão praticamente iguais, já que os
fabricantes estimam que entre 80% e 90% dos plugues de dois
pinos existentes hoje nos aparelhos já atendam ao novo
padrão. A diferença maior ficará com os plugues que possuem
terra. Já as tomadas concebidas de acordo com a NBR 14136
oferecem maior segurança contra choques, pois possuem um
recuo que elimina o risco do contato acidental com os pinos,
deixando as partes vivas sempre protegidas.
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Outra mudança significativa é que os plugues e tomadas de
maior corrente (20 A) serão diferenciados: seguirão o mesmo
desenho, mas os pinos e os orifícios serão maiores. Dessa
forma será impossível para uma pessoa inserir um plugue de
um aparelho que demanda maior
potência
em uma tomada que não seja adequada, mas não impedirá a inserção de
um plugue comum em uma tomada para maior corrente.
Gradual e sem pressa
Não será necessário trocar os plugues dos aparelhos ou todas
as tomadas, pois os novos plugues (com exceção dos que
possuem terra) servirão nas tomadas
atuais.
Em relação às tomadas, o consumidor só precisa trocá-las
quando houver necessidade, mas Fabián sugere que essa
substituição seja efetuada para garantir maior segurança às
instalações da residência. “Por questões de segurança o
síndico deve providenciar o correto aterramento no
condomínio, adequando as prumadas de modo a permitir que os
moradores adaptem suas instalações elétricas tão logo seja
possível”, ressalta.
Certamente surgirá uma dúvida entre os leitores. Isso poderá
encarecer os produtos? A resposta é que não há nenhuma razão
para isso, pois estes produtos já seguem padrões de
qualidade para a certificação obrigatória. Inclusive os
preços devem, no médio prazo, ficar menores, pois as
empresas não terão mais que usar equipamentos para fabricar
os diversos tipos de plugues e tomadas que existem hoje.
Ganham também o usuário, que ficará mais protegido contra
choque elétricos, e os profissionais, que terão minimizados
os riscos de responder civil e criminalmente por acidente
decorrentes de uma instalação irregular, caso sigam
corretamente a norma.
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